Vilas Volantes: o verbo contra o vento (2005) – Alexandre Veras / DOC TV

Vilas Volantes: o verbo contra o vento (Alexandre Veras, 2005). O documentário fala de povos do litoral cearense que são obrigados a migrar por causa da ação dos ventos. Abordaremos as seguintes questões: as poéticas tecnológicas como referência estética, o vestígio como motivador da memória, a memória como elemento construtor de discurso. A análise busca compreender como este intrincado de vestígios, memória e distorções operam na construção do filme.
Direção: Alexandre Veras
DOCTV

Violência S.A. (2011) – Jorge Jafet, Eduardo Benaim e Newton Cannito / DOC TV

Brasil: segundo lugar em má distribuição de renda, primeiro em produção e venda de carros blindados. Curiosas relações, aberrantes diferenças.
MEDO é dinheiro.
VIOLÊNCIA S.A. é um documentário humorístico sobre o mercado de segurança e uma ácida paródia da cultura do medo como propulsora da apartação social. Entre e se deslumbre com o maravilhoso shopping-center da segurança, segregação e medo, que tomou de assalto o dia-a-dia do brasileiro de “classe-média”.

Novos Baianos Futebol Clube (1973) – Solano Ribeiro

Novos Baianos F. C. foi filmado por uma emissora de TV alemã, inédito até hoje no Brasil. O dia-a-dia de Moraes Moreira, Pepeu Gomes, Baby Consuelo, flagrados pelas lentes numa representação dos ícones “ripongas” nos anos 70.  Após saírem da gravadora Som Livre, se fixaram em um sítio de Jacarepaguá, onde gravaram com a continental o disco Novos Baianos F.C.. Neste sítio, viviam quase em anarquia, em pleno regime militar, dividindo-se entre futebol e música, o que fazia com que eles considerassem o grupo além de uma banda, um time de futebol. O documentário traz  canções que apresentam vários outros gêneros brasileiros como frevo, baião, choro, samba e pitadas de rock n’ roll.

http://cinemacultura.com/?p=9614

Muito Além do Cidadão Kane (1993)

Beyond Citizen Kane (Muito Além do Cidadão Kane) é um documentário televisivo britânico de Simon Hartog exibido em 1993 pelo Channel 4, emissora pública do Reino Unido. O documentário mostra as relações entre a mídia e o poder do Brasil, focando na análise da figura de Roberto Marinho.
A obra detalha a posição dominante da Rede Globo na sociedade brasileira, debatendo a influência do grupo, seu poder e suas relações políticas, que os autores do documentário vêem como manipuladoras e formadora de opinião. O ex-presidente e fundador da Globo Roberto Marinho foi o principal alvo das críticas do documentário, sendo comparado a Charles Foster Kane, personagem criado em 1941 por Orson Welles para o filme Cidadão Kane, um drama de ficção baseado na trajetória de William Randolph Hearst, magnata da comunicação nos Estados Unidos. Segundo o documentário, a Globo empregaria a mesma manipulação grosseira de notícias para influenciar a opinião pública como fazia Kane no filme.

Uma noite em 67 (2010) – Renato Terra e Ricardo Calil

Era 21 de outubro de 1967. No Teatro Paramount, centro de São Paulo, acontecia a final do III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record. Diante de uma plateia fervorosa – disposta a aplaudir ou vaiar com igual intensidade -, alguns dos artistas hoje considerados de importância fundamental para a MPB se revezavam no palco para competir entre si. As canções se tornariam emblemáticas, mas até aquele momento permaneciam inéditas. Entre os 12 finalistas, Chico Buarque e o MPB 4 vinham com “Roda Viva”; Caetano Veloso, com “Alegria, Alegria”‘; Gilberto Gil e os Mutantes, com “Domingo no Parque”; Edu Lobo, com “Ponteio”; Roberto Carlos, com o samba “Maria, Carnaval e Cinzas”; e Sérgio Ricardo, com “Beto Bom de Bola”. A briga tinha tudo para ser boa. E foi. Entrou para a história dos festivais, da música popular e da cultura do País.

“É naquele momento que o Tropicalismo explode, a MPB racha, Caetano e Gil se tornam ídolos instantâneos, e se confrontam as diversas correntes musicais e políticas da época”, resume o produtor musical, escritor e compositor Nelson Motta. O Festival de 1967 teve o seu ápice naquela noite. Uma noite que se notabilizou não só pelas revoluções artísticas, mas também por alguns dramas bem peculiares, em um período de grandes tensões e expectativas. Foi naquele dia, por exemplo, que Sérgio Ricardo selou seu destino artístico ao quebrar o violão e atirá-lo à plateia depois de ser duramente vaiado pela canção “Beto Bom de Bola”.

O documentário Uma Noite em 67, dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil, mostra os elementos que transformaram aquela final de festival no clímax da produção musical dos anos 60 no Brasil. Para tanto, o filme resgata imagens históricas e traz depoimentos inéditos dos principais personagens: Chico, Caetano, Roberto, Gil, Edu e Sérgio Ricardo. Além deles, algumas testemunhas privilegiadas da festa/batalha, como o jornalista Sérgio Cabral (um dos jurados) e o produtor Solano Ribeiro, partilham suas memórias de uma noite inesquecível.

http://www.imdb.com/title/tt1754803/

Alô Alô Terezinha (2009) – Nelson Hoineff

No Filme Online Alô Alô Terezinha, Documentário sobre o maior fenômeno da televisão brasileira, o apresentador Abelardo Barbosa, mais famoso como Chacrinha. O diretor Nelson Hoineff fez uma enorme pesquisa sobre o comunicador, recuperando imagens digitais, para contar a aventura de Chacrinha como se fosse um programa de TV. O público assistirá ao apresentador de auditório jogando bacalhau para a platéia, soltando seus bordões, buzinando calouros ou até dando o famoso troféu abacaxi, e ainda apresentando os maiores ídolos da época como Roberto Carlos, Gilberto Gil, Wanderléia, Wanderley Cardoso, Gretchen, Sidney Magal e muitos outros.

http://www.imdb.com/title/tt1654812/