“Marangmotxingmo Mirang – Das Crianças Ikpeng Para o Mundo” (2001) – Karané Txicão, Kumaré Txicão, Natuyu Yuwipo Txicão

Quatro crianças Ikpeng apresentam sua aldeia respondendo à vídeo-carta das crianças da Sierra Maestra em Cuba. Elas mostram suas famílias, suas brincadeiras, suas festas e seu modo de vida.

distribuidora: Vídeo nas aldeias

http://www.videonasaldeias.org.br/2009/

http://www.imdb.com/title/tt0362847/

Este vídeo foi realizado durante a oficina de formação do Vídeo nas Aldeias na comunidade Ikpeng sob a coordenação de Mari Correa e Vicente Carelli. 2001

Outra Cidade (2009) – Coraci Ruiz

Sinopse: A minha cidade é muito grande, quase não tem fim. Em cada pessoa mora uma cidade, a cidade mora em mim. Meu nome é Coraci. Eu moro em Campinas, estado de São Paulo. Um dia, vi um vídeo chamado “Das crianças Ikpeng para o mundo”. Nele, encontrei um desafio: as crianças nos mostram sua aldeia e convocam uma resposta. Outra Cidade é onde me arrisco. Adentro na cidade quase sem fim. Me pergunto: quantas cidades moram em mim?

Parte da dissertação de mestrado: DOCUMENTÁRIO-DISPOSITIVO E VÍDEO-CARTAS: APROXIMAÇÕES

Cartas para Angola (2013) – Coraci Ruiz e Julio Matos

Brasil e Angola: Duas margens do Atlântico, a mesma língua, um passado colonial em comum e muitas histórias compartilhadas. Pessoas separadas por um oceano trocam correspondências — alguns são amigos de longa data, outros nunca se viram e suas histórias se entrecruzam e contam sobre fluxos de migração, saudade, pertencimento, guerra, preconceitos, exílio, distâncias. A busca da identidade e o fio da memória são conduzidos pela linha da afetividade, que une as sete duplas de interlocutores que o documentário nos apresenta: pessoas que traçaram suas histórias de vida entre Brasil, Angola e Portugal.

Saudade, vídeo-cartas para Cuba (2005) – Coraci Ruiz e Julio Matos

Documentário dirigido por Coraci Ruiz e Julio Matos.
Sinopse: O documentário é uma troca de mensagens entre amigos brasileiros e cubanos por meio do vídeo. A equipe de realização, promovendo este diálogo audiovisual, possibilita a comunicação entre essas pessoas e capta, através das vídeo-cartas, histórias e experiências de vida nos dois países.

https://www.facebook.com/laboratorio.cisco

http://www.laboratoriocisco.org/obras/saudade-video-cartas-para-cuba/

http://www.laboratoriocisco.org/

Lixo Extraordinário (2010) – Lucy Walker, João Jardim, Karen Harley

Lixo Extraordinário é um documentário anglo-brasileiro lançado em 2010.

O documentário relata o trabalho do artista plástico brasileiro Vik Muniz com catadores de material reciclável em um dos maiores aterros controlados do mundo, localizado no Jardim Gramacho, bairro periférico de Duque de Caxias. O aterro também foi o cenário de um outro documentário brasileiro, também premiado: Estamira (2004), de Marcos Prado.1

Estamira (2004) – Marcos Prado

Sinopse
Estamira Gomes de Sousa (Estamira), conhecida por protagonizar documentário homônimo, foi uma senhora que apresentava distúrbios mentais, vivia e trabalhava (à época da produção do filme) no aterro sanitário de Jardim Gramacho, local que recebe os resíduos produzidos na cidade do Rio de Janeiro. Tornou-se famosa pelo seu discurso filosófico, uma mistura de extrema lucidez e loucura, que abrangia temas como: a vida, Deus, o trabalho e reflexões existenciais acerca de si mesma e da sociedade dos homens. “Ela acreditava ter a missão de trazer os princípios éticos básicos para as pessoas que viviam fora do lixo onde ela viveu por 22 anos. Para ela, o verdadeiro lixo são os valores falidos em que vive a sociedade”, comentou Marcos Prado, diretor do filme. O documentário “Estamira” teve repercussão internacional, angariando muitos prêmios e o reconhecimento da crítica.

Estamira, que sofria de diabetes, morreu aos 70 anos por consequência de uma septicemia1 , ela foi internada no dia 26 de setembro por causa de uma infecção no braço, após dois dias no aguardo de atendimento no corredor do hospital, o quadro avançou para uma infecção generalizada, o qual ela não resistiu, ela faleceu no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro em 28 de setembro de 2011. Marcos Prado, diretor do documentário que retratou parte de sua vida cotidiana, lançou uma nota de pesar e lamentou o descaso que ele e Ernani, filho de Estamira, dizem ter sofrido Estamira, na nota entre outras Marcos Prado relata “Estamira ficou invisível pela falência e deficiência de nossas instituições públicas! Morreu depois de ficar dois dias esperando por atendimento nos corredores da morte do nosso maravilhoso serviço público de saúde do Miguel Couto. Ela estava com uma grave infecção no braço, mas foi tardiamente atendida. Obrigado meus políticos de Brasília, do Rio de Janeiro, que roubam nosso dinheiro e enfiam sei lá onde”.